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As duas dimensões da vocação: Comum e específica

As duas dimensões da vocação: Comum e específica

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Paz e Bem, caro leitor (a), espero que se encontre bem. Aqui seguimos nosso itinerário de entendimento vocacional. Já entendemos que somos chamados ao Amor, para amar. Nessa perspectiva o Catecismo nos ajuda a compreender que “todos os homens são chamados ao mesmo fim, o próprio Deus (CIC 1878)”. Porque, como bem nos recorda São João: “Deus é amor” (1 Jo 4, 16). Somos, portanto, impelidos à essa realidade, a qual nos completa e plenifica. Eis nosso fundamento vocacional. Dentro desta perspectiva podemos dizer que a vocação tem duas grandes dimensões: a comum (geral) e a específica, porém, tendo em mente que os mistérios de Deus não são reduzíveis ou compreendidos em seu todo, sempre haverá algo de novo aos nossos olhos limitados e finitos.

“O Batismo, a Confirmação e a Eucaristia são os sacramentos da iniciação cristã. São a base da vocação comum de todos os discípulos de Cristo, vocação à santidade e à missão de evangelizar o mundo” (CIC 1533). A vocação à santidade, eis a proposta do nosso Deus a cada um de nós, somos chamados a viver uma lógica diferente daquela apresentada pelo mundo. “Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” (Lv 19, 2). A santidade tem seu gérmen em um chamado, o qual ecoa no coração humano de forma visceral quando ele faz uma profunda experiência com Deus. Na realidade da vida ordinária somos vocacionados a viver a partir do mistério do próprio Deus. Ele é a medida e o ponto de partida para todo projeto de vida. Tornar-se como Deus, irmos, à medida que a consciência do chamado for sendo iluminada, nos divinizando em cada situação concreta.

É também necessário destacar que desse movimento do Espírito que é o chamado a santidade, Deus “se inclina para olhar” (Sl 113, 6) todos os povos. Nesse abaixamento do olhar de Deus Ele fixa os olhos em alguns e chama pelo nome, pois “fitando-o, Jesus o amou) (Mc 10, 21). O olhar amoroso de Deus estilhaça as nossas defesas e nos questiona a respeito de uma vocação específica. Porque “não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi” (Jo 15, 16). A iniciativa é sempre de Deus, por isso a vocação é sempre um dom sobrenatural. Dom que precisa de cultivo e muito trabalho de si mesmo para que possa crescer e produzir fruto, pois “vos designei para irdes e produzirdes fruto e para que vosso fruto permaneça” (Jo 15, 16). Toda vocação específica é gerada pela iniciativa de Deus e se transforma em vida no sim respondido por cada coração generoso que deseja se consagrar e servir a Deus, na vida matrimonial, consagrada ou sacerdotal.

O caminho vocacional sempre desembocara na luta constante em se tornar imagem e semelhança de Deus. Essa imagem que para nós é revelada em Jesus Cristo, o qual ensina mais com a vida vivenciada do que com suas pregações orais. Nosso Pai São Francisco já dizia: preguemos o evangelho, se necessário usemos as palavras. A busca por santidade vai se inflamando no coração, a partir do qual insistimos por respostas, as quais muitas das vezes já sabemos, porém vivemos cheios de insegurança e medo de responder a Deus com a radicalidade necessários de se tornar santo em meio ao mundo. E você meu caro (a) leitor (a), já se perguntou qual seria a sua vocação? O que realmente Deus quer de você? Espero que seu caminho de discernimento te leva insistentemente à Deus. Até breve!

Informações da Notícia

Data de Publicação

Terça-feira, 7 de abril de 2026

16:32

Autor

Anderson Queiroz

Tempo de Leitura

5 minutos

Categoria

Artigos

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